Nota de pesar: assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips

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Desde a chegada dos primeiros relatos e notícias sobre o desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, ainda em 05 de junho, o Brasil assistiu, consternado, a uma situação que não vivíamos desde a década de 1980.

Infelizmente, a relação estreita entre desmatamento, redes criminosas e a violência contra ambientalistas no Brasil é mais atual do que nunca, como ficou evidenciado pelo caso.

O Brasil é hoje o 4º país mais letal para ambientalistas no mundo, e o 3º na América Latina – segundo levantamento de 2021 da Global Witness; e o maior número de assassinatos vêm acontecendo na Amazônia. Ao lado de ativistas, temos pessoas indígenas também sendo assassinadas por defenderem seus territórios ou por lutarem por direitos garantidos pela constituição.

Nós da Conexsus não só lamentamos o desfecho brutal do desaparecimento de Bruno e Dom, que agora figuram ao lado de Dorothy Stang e Chico Mendes, mas também, o assassinato de indígenas, fiscais ambientais e lideranças de comunidades rurais, como Ari Uru-Eu-Wau-Wau, Marcos Arokona, Maxciel Pereira dos Santos, Paulo Paulino Guajajara, Emyra Wajãpi e o casal Reginaldo Alves Barros e Maria da Luz Benício de Sousa, entre tantas outras pessoas.

Esperamos que haja justiça e sobretudo que os direitos constitucionais de proteção à natureza e aos povos originários e populações tradicionais sejam garantidos. Para que disputas não sejam necessárias. Para que a floresta seja mantida em pé. Para que povos originários sejam respeitados. Para que a vida no campo e na floresta sejam dignas.

Imagem: @vaccarimarcio