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11 de setembro – Dia do Cerrado

Segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado é abundante em biodiversidade, mas é uma das áreas que mais sofre com a perda de habitat natural. A maior parte da vegetação se assemelha à de savana, com árvores baixas, esparsas, troncos retorcidos, folhas grossas e raízes longas, muitas vezes expostas. Além disso, há grande presença de gramíneas e arbustos. São quase 12 mil espécies de plantas nativas cataolgadas, 199 espécies de mamíferos e 837 espécies compõe a avifaunda, segunda dados do Ministério do Meio Ambiente.

O Cerrado compreende 14 estados brasileiros mais o Distrito Federal e nele estão localizadas as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul – Amazônia/Tocantins, São Francisco e Prata – configurando grande potencial hidrográfico, fator que favorece a biodiversidade.

Em relação às potencialidades de negócios do Cerrado, os setores produtivos que se destacam são a horticultura, as lavouras temporária e permanente, a produção animal e o extrativismo vegetal. É o que mostram os dados do Panorama dos Negócios Comunitários do Brasil, composto pelo Desafio Conexsus por meio do cadastro de mais de mil organizações comunitárias sustentáveis de todo o país.

Além disso, a maior parte dos empreendimentos do bioma se enquadra como agricultura familiar (160), agroecológica (99) e utiliza boas práticas de manejo (107). Na composição social dos negócios, além da enorme maioria que se encaixa na agricultura familiar, há 57 negócios extrativistas e 39 de populações quilombolas. Em face disso, grande parte da matéria-prima vem de propriedades rurais (122) e assentamentos (83).

Em comparação com outros biomas, os negócios do Cerrado destacam-se pela composição social. É um dos biomas com fatia mais representativa de comunidades quilombolas, com 19% (39 dos 202 empreendimentos de populações quilombolas cadastrados). Essas comunidades representam, junto com etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras e vazanteiros o rico patrimônio cultural e histórico que o bioma guarda, sua importância social e a tradicionalidade de seu conhecimento.

O Cerrado é o terceiro bioma com maior número de cooperados cadastrados no Desafio, com mais de 200 participantes, atrás apenas da Amazônia (400) e da Mata Atlântica (mais de 250).

Um dos parceiros cocriadores do Desafio Conexsus, que ajudam a iniciativa a conhecer o contexto de cada localidade e a mobilizar os negócios, é a Central do Cerrado, que reúne cooperativas sem fins lucrativos de sete estados brasileiros. São 35 organizações comunitárias que unem atividades produtivas e o uso sustentável da biodiversidade do Cerrado. A central funciona como uma ponte entre produtores comunitários e consumidores, com o fornecimento de produtos para restaurantes, empórios e pequenos mercados, além de atender evento e realizar vendas pela internet.

Exemplos como esse, de fomento das atividades socioeconômicas sustentáveis, ajudam a dar fôlego para que o bioma seja preservado. Apesar de toda essa riqueza, a estimativa é de que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegias e que pelo menos 137 espécies de animais estejam ameaçados de extinção. Atrás da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana, em grande parte pela expansão agrícola e exploração desenfreada de seu material lenhoso para produção de carvão. Apenas 8,21% de seu território é protegido por Unidades de Conservação.

A Fundação Banco do Brasil construiu um vídeo para contar a experiência de comercialização de produtos da Agricultura Familiar com foco nos produtos que a Cooperativa Central do Cerrado leva ao público no box do Mercado Municipal de Pinheiros, em São Paulo.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente

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