Entre os dias 11 e 20 de novembro de 2025, no Centro Histórico de Belém (PA), a Conexsus promoveu a Casa da Sociobioeconomia, iniciativa construída ao longo de 2025 com apoio de organizações e instituições comprometidas com o fortalecimento da sociobioeconomia no Brasil.
Reunindo parceiros como Banco do Brasil, Governo Federal, BID, Climate and Land Use Alliance (CLUA), Fundação Avina, iCS, Porticus, Skoll Foundation e WWF-Brasil, a Casa foi criada para fortalecer a presença da sociobioeconomia nos debates da COP30 e promover conexões entre comunidades, organizações, empresas, financiadores, governos e movimentos sociais.
A proposta surgiu a partir de um objetivo estratégico: ampliar a visibilidade da sociobioeconomia como parte das soluções para os desafios climáticos e para o desenvolvimento sustentável. Para isso, a Casa foi concebida como uma plataforma de articulação, encontros e conexões, com metas bem definidas:
Ao longo da COP30, a Casa reuniu pessoas e instituições que atuam em diferentes frentes da sociobioeconomia, criando oportunidades de diálogo entre quem produz, pesquisa, financia, implementa projetos e formula políticas públicas.
Durante o período de funcionamento, a programação foi organizada por eixos temáticos diários e reuniu diferentes formatos de atividade:
A diversidade de formatos permitiu combinar discussões técnicas e políticas com momentos de troca, aproximação e construção de novas conexões entre os participantes. A programação também contribuiu para aproximar públicos que normalmente ocupam espaços distintos de atuação, promovendo encontros entre lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil, empresas, financiadores e representantes do poder público.
A participação registrada ao longo dos dez dias evidencia o interesse pela agenda da sociobioeconomia e a capacidade de mobilização da iniciativa durante a COP30.
Para receber esse volume de participantes, a Casa contou com uma equipe dedicada ao credenciamento, registro de visitantes e atendimento ao público. O espaço também integrou a iniciativa do Passaporte da COP30, ampliando sua circulação entre os visitantes da conferência e atraindo novos públicos para as atividades realizadas.
Embora os dados de visitação sejam importantes, eles representam apenas uma parte dos resultados alcançados pela iniciativa.
Ao longo dos dez dias, a Casa funcionou como um espaço de encontro entre diferentes atores que atuam na agenda da sociobioeconomia. Comunidades, organizações da sociedade civil, empresas, financiadores, pesquisadores e representantes do poder público compartilharam experiências, apresentaram iniciativas e participaram de discussões sobre temas centrais para o futuro dos territórios e da agenda climática.
Entre os principais resultados observados ao longo da programação, destacam-se:
A diversidade de participantes presentes ao longo da programação demonstrou a capacidade da sociobioeconomia de mobilizar diferentes setores em torno de agendas comuns, reforçando seu papel nas discussões sobre clima, conservação e desenvolvimento.
A programação cultural foi um dos elementos marcantes da Casa. Apresentações com grupos locais de Belém levaram música, dança e expressões culturais da região para dentro do espaço, reforçando a relação entre sociobioeconomia, território e modos de vida.
As atividades culturais contribuíram para aproximar públicos diversos e ampliar o diálogo entre lideranças comunitárias, representantes de organizações, financiadores, gestores públicos e participantes da conferência. Em um evento internacional como a COP30, esses momentos também ajudaram a valorizar a riqueza cultural amazônica e sua conexão com os temas debatidos ao longo da programação.
A operação da Casa também buscou incorporar princípios alinhados à agenda defendida em sua programação.
Ao longo de todo o período, foram adotadas práticas de redução da geração de resíduos, organização do descarte e destinação adequada dos materiais utilizados, especialmente nos dias de maior circulação de pessoas.
A operação considerou ainda a alta rotatividade de visitantes e a necessidade de manutenção contínua dos ambientes, garantindo condições adequadas de uso, segurança e limpeza para o público.
A experiência da Casa da Sociobioeconomia trouxe aprendizados importantes para a Conexsus e para as organizações parceiras envolvidas na iniciativa.
A COP30 colocou a Amazônia no centro das discussões climáticas globais. Para a sociobioeconomia, o desafio agora é garantir que a visibilidade conquistada durante esse período se traduza em avanços concretos para os territórios e para as pessoas que constroem essa agenda diariamente.
A Casa da Sociobioeconomia contribuiu para ampliar conexões, aproximar diferentes atores e fortalecer o debate sobre o papel da sociobiodiversidade, dos negócios comunitários e das soluções territoriais no enfrentamento da crise climática. Ao mesmo tempo, evidenciou que existe interesse, capacidade de mobilização e disposição para construir caminhos conjuntos.
Encerrada a conferência, permanece a tarefa de transformar essa articulação em resultados duradouros. O fortalecimento da sociobioeconomia dependerá da continuidade dos diálogos iniciados em Belém, da ampliação de investimentos, do aperfeiçoamento de políticas públicas e do reconhecimento cada vez maior do papel das comunidades e dos territórios na construção de soluções para o clima.