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Conexsus inicia laboratório com módulos de Sistemas Agroflorestais

Projeto agrega diferentes experiências em todo o Brasil, combinando tecnologia florestal, modelos de investimento e arranjos sociais com organizações locais

Sistemas agroflorestais auxiliam a manter a lucratividade dos produtores a longo prazo. Foto: Júnior Fragoso

Engajar instituições de pesquisa e tecnologia, empresas e investidores e promover intercâmbio e desenvolvimento entre projetos demonstrativos é o que propõe o Laboratório de Inovação Aberta em Sistemas Agroflorestais, o Lab SAF, desenvolvido pela parceria Conexsus, Fundo Vale, Fundação Certi e Kaeté Investimentos. O objetivo da iniciativa, que será lançada em dezembro, é principalmente experimentar arranjos de investimento e desenvolver modelos de integração e parceria com agricultores familiares e extrativistas, com foco em impactos socioambientais relevantes.

São seis módulos-demonstrativos em diferentes regiões brasileiras e com realidades distintas, bem como os arranjos de parcerias locais. Cada um dos arranjos locais irá testar a viabilidade e atratividade para os Sistemas Agroflorestais (SAFs) quanto ao potencial de geração de renda para agricultores familiares, modelos de investimentos adequados e desenvolvimento de mercado para produtos. A partir de parcerias diferenciadas, busca-se promover o potencial de escalabilidade dos modelos implantados.

Em comum, as localidades escolhidas têm a presença de pequenos produtores – em sua maioria fomentados por associações e organizações locais – e a necessidade de alia a produção agrícola convencional (muitas vezes combinada com a pecuária) com a agroecologia, a fim de manter ou recuperar a floresta e ampliar a renda dos produtores.

“A ideia é que a partir desses projetos demonstrativos, tenhamos aparato para demonstrar que arranjos como esse são positivos e lucrativos tanto para os produtores quanto para os parceiros envolvidos, gerando mais cooperação técnica e atração de investimentos”, explica o diretor-executivo da Conexsus, Valmir Ortega. A parceria rural, base para o projeto, é um modelo para aceleração da transferência de tecnologia e capacitação técnica. Ao mesmo tempo, pode ser um protótipo também para redução de custos e valorização da mão-de-obra familiar.

Mudas de nativas. Foto: Júnior Fragoso

Em breve começam os plantios – especialmente de espécies nativas – a serem realizados nas áreas com recursos e capacidade técnica dos parceiros envolvidos, para que sejam compostos SAFs diversificados e adequados às oportunidades de mercado de cada região. Além disso, um resultado esperado importante é a criação de arranjos de financiamento acessíveis a pequenos e médios agricultores, bem como a mobilização de fontes de diferentes modalidades, como doações, investimentos de impacto e crédito público e privado, conforme o que for mais adequado à realidade de cada caso.

O engenheiro florestal Roberto Gonçalves, da Conexsus, que está participando da cooperação técnica em um módulo no Acre, destaca a antecipação de receitas, ponto positivo e desejado pelos produtores. Segundo ele, em um contrato de parceria rural integrado com garantias de acesso ao mercado, a ferramenta pode amplificar os impactos socioeconômico e ampliar o interesse na atividade agroflorestal pelas famílias. “Por vezes, muitos produtores se contentam com um quintal florestal com algumas dezenas de árvores frutíferas e tirando seis litros de leite por vaca por dia. Queremos propor uma nova forma de ganhar dinheiro produzindo com a área à qual eles já se dedicam, agregando valor”, afirma.

O laboratório será lançado ainda em dezembro de 2018, em breve serão divulgadas mais informações.

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