Em menos de 20 dias, quatro países e três agendas conectadas por um mesmo desafio: fortalecer os bionegócios e ampliar as condições para que soluções da bioeconomia avancem na Pan-Amazônia.
Entre 25 de agosto e 11 de setembro, o AmazonBeEco percorreu Peru, Suriname, Guiana e Brasil, conectando discussões regionais às necessidades dos bionegócios nos territórios.
Ao longo dessa jornada, o projeto levou essas demandas para espaços de diálogo, avançou na construção de soluções financeiras adaptadas às realidades locais e ampliou a aproximação com organizações e atores capazes de mobilizar recursos para a bioeconomia.

A jornada começou em Iquitos, no Peru, durante o II Fórum de Ação pela Bioeconomia Pan-Amazônica, realizado entre 25 e 27 de agosto.
O encontro reuniu mais de 160 participantes de oito países, entre representantes de povos indígenas e comunidades locais, negócios da sociobioeconomia, sociedade civil, governos, academia, instituições financeiras e organismos de cooperação.
O AmazonBeEco foi um dos principais patrocinadores do Fórum. Durante a programação, a Diretora Executiva da Conexsus, Fabíola Zerbini, participou do painel “Integração Regional e Motores de Desenvolvimento”, apresentando o levantamento realizado pelo projeto sobre as necessidades de crédito dos bionegócios.
Colocar essas demandas no centro da discussão é fundamental para pensar instrumentos financeiros capazes de responder às condições e aos desafios de quem já movimenta a bioeconomia nos territórios.

Entre 29 de agosto e 6 de setembro, a equipe do AmazonBeEco, acompanhada por representantes do Núcleo de Inovação Financeira e do Programa Veredas, realizou uma missão de monitoramento e apoio técnico nos dois países.
Em Paramaribo, no Suriname, o trabalho foi desenvolvido junto à Amazon Conservation Team (ACT), com foco no monitoramento financeiro e administrativo e no desenho de mecanismos financeiros para os bionegócios apoiados.
Na Guiana, a agenda ocorreu em Georgetown e Lethem, em parceria com a Conservation International Guyana (CI Guyana). Além do fortalecimento dos mecanismos de financiamento, a missão incluiu atividades voltadas à preparação dos bionegócios para o acesso a crédito e visitas de campo.
A passagem pelos dois países permitiu avançar na definição de termos e condições para mecanismos financeiros adaptados às diferentes cadeias de valor, contextos e estruturas legais de cada território.

De 8 a 11 de setembro, a rota chegou a Manaus para a Impact Minds 2026, conferência anual da Latimpacto realizada pela primeira vez no coração da Amazônia.
O encontro reuniu lideranças, organizações e provedores de capital de impacto em uma programação dedicada a temas como bioeconomia, biodiversidade, clima e investimento de impacto.
Para o AmazonBeEco, a participação criou novas oportunidades de diálogo com organizações que atuam na mobilização de recursos para impacto. Durante a conferência, foram realizadas conversas estratégicas com BID Lab, Skoll Foundation, Fundo Vale e Jacobs Foundation, fortalecendo o networking do projeto e abrindo possibilidades de captação e colaboração para uma próxima fase do ABE.
Depois de levar as demandas dos bionegócios ao debate regional em Iquitos e avançar na construção de soluções financeiras no Suriname e na Guiana, Manaus aproximou essa agenda de potenciais parceiros e financiadores.

A última parada dessa jornada foi Belém, nos dias 15 e 16 de setembro, com o encontro ATIVAÇÃO da Sociobioeconomia: conexões em movimento que geram valor.
Realizado no Parque de Bioeconomia e Inovação, o encontro reuniu cerca de 200 participantes, entre negócios comunitários, parceiros territoriais, empresas, investidores, governos, universidades e organizações estratégicas da Amazônia brasileira, do Cerrado e da Pan-Amazônia.
Em uma programação imersiva e orientada a negócios, o ATIVAÇÃO promoveu trocas e conexões voltadas à agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade, inovação, gestão e acesso a mercados.
O foco esteve em resultados que possam seguir para além do encontro: parcerias comerciais, aprendizados aplicáveis aos negócios, maior visibilidade para produtos da sociobiodiversidade e novas conexões institucionais.
Para o AmazonBeEco, Belém completa essa rota colocando negócios, produtos e mercado no mesmo espaço. As demandas discutidas em Iquitos, o trabalho realizado nos territórios do Suriname e da Guiana e as conexões fortalecidas em Manaus chegam, aqui, a uma etapa fundamental: criar oportunidades concretas para que os bionegócios acessem mercados e gerem valor nos territórios.
De Iquitos a Belém, passando pelo Suriname e pela Guiana, a jornada mostra como diferentes territórios e atores podem fazer parte de uma agenda comum para o desenvolvimento da bioeconomia Pan-Amazônica.
O AmazonBeEco atua justamente nessas conexões, aproximando negócios, organizações, conhecimento e financiamento para contribuir com um ecossistema em que os bionegócios tenham melhores condições para se desenvolver e gerar impacto nos territórios.