Racismo ambiental: compromisso com a bioeconomia é urgente e transformador

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A agenda climática e de inclusão não pode esperar. O futuro do país depende da nossa capacidade de unir diversidade, inovação e respeito às comunidades

O Brasil tem aprofundado um debate essencial e urgente: o racismo ambiental, que se manifesta quando populações negras, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e populações de baixa renda são mais afetadas por eventos climáticos extremos, dificuldades de acesso a políticas públicas, crédito e infraestrutura. Enfrentar esse desafio exige ações concretas, escaláveis e inovadoras.

A realização da COP30, em Belém, marcou um momento histórico para o país e para a Amazônia. Ao sediar a principal conferência climática do planeta, o Brasil mostrou ao mundo que a transição ecológica só será concluída em sua plenitude se for inclusiva e justa, proporcionando geração de renda onde historicamente houve escassez para reparar desigualdades que moldaram nosso território.

Um dos caminhos é o acesso ao crédito para promover a inclusão socioprodutiva de agricultores familiares, povos que retiram seu sustento das florestas e as mantêm em pé e comunidades tradicionais. Ao garantir acesso a recursos financeiros em condições adequadas, o crédito possibilita que essas pessoas invistam em tecnologia, diversificação da produção e melhoria da renda, rompendo ciclos históricos de pobreza rural.

Originalmente publicado no portal do Correio Braziliense.