A sociobioeconomia já faz parte da realidade de milhares de comunidades e negócios na Amazônia. Ainda assim, seu peso econômico e sua contribuição para a conservação da floresta permanecem pouco visíveis nas estatísticas, nas políticas públicas e nos mecanismos de financiamento.
Esse é um dos temas abordados por Fabíola Zerbini, diretora executiva da Conexsus, em entrevista à revista Galileu, conduzida pela jornalista Marilia Marasciulo.
Ao longo da conversa, Fabíola explica o que caracteriza a sociobioeconomia e analisa os desafios para que negócios comunitários tenham condições de crescer, com acesso a assistência técnica, mercados e financiamento adequado.
A entrevista também apresenta a Plataforma Desafio Pan-Amazônia, coordenada pela Conexsus. A iniciativa reúne dados de 3.203 negócios comunitários no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname, contribuindo para construir uma visão regional sobre a sociobioeconomia.
Para Fabíola, tornar essa economia visível é parte fundamental do caminho para ampliar políticas, crédito e investimentos capazes de reconhecer o valor econômico, social e ambiental da floresta em pé. A entrevista ainda aborda o papel das políticas públicas, das compras públicas, da regulação e dos indicadores econômicos nesse processo.