A sociobioeconomia já existe. Nos territórios, povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, cooperativas e negócios comunitários já demonstram que é possível gerar renda, conservar a biodiversidade e produzir a partir do uso sustentável da terra.
O desafio é fazer com que essas soluções alcancem uma escala proporcional à sua importância para o clima, a segurança alimentar, a conservação da biodiversidade e o bem-viver dos territórios.
É a partir desse desafio que a Conexsus apresenta sua Teoria da Mudança 2030, resultado de um processo de aprofundamento e atualização da estratégia institucional para os próximos anos. A nova Teoria da Mudança consolida uma leitura mais precisa sobre os desafios da sociobioeconomia e, principalmente, sobre o papel da organização na construção de soluções em escala.
O atual modelo de desenvolvimento e uso da terra ainda favorece práticas que degradam os recursos naturais, concentram renda e dificultam a viabilidade econômica de quem produz conservando.
Ao mesmo tempo, existe uma oportunidade concreta…
Conhecimentos tradicionais acumulados ao longo de séculos, cadeias produtivas em funcionamento, experiências bem-sucedidas de manejo sustentável e redes comunitárias organizadas já estão presentes nos territórios.
O que ainda falta é ampliar a conexão dessas soluções com recursos financeiros, mercados, capacidades técnicas, políticas públicas e espaços de decisão.
Sem reorganizar esses fluxos e as próprias regras que orientam o desenvolvimento, iniciativas capazes de gerar impactos positivos podem continuar restritas a experiências pontuais. A mudança de escala exige transformar também o sistema no qual elas estão inseridas.
É nesse ponto que a Conexsus posiciona sua atuação.
A Teoria da Mudança 2030 parte de uma visão integrada entre desenvolvimento econômico, conservação ambiental e inclusão social. Nesse contexto, a sociobioeconomia ocupa um lugar central como modelo capaz de conectar essas três dimensões.
Para a Conexsus, isso significa ir além do fortalecimento de iniciativas isoladas.
A organização atua conectando diferentes agentes e instrumentos, do território às instituições, dos negócios comunitários ao mercado, das soluções financeiras às políticas públicas. O objetivo é criar condições para que os agentes da sociobioeconomia tenham acesso aos recursos econômicos, técnicos e políticos necessários para protagonizar soluções em escala.
Essa missão se traduz em três verbos: conectar, executar e influenciar.
A Conexsus assume, assim, um papel de estruturadora de ecossistemas, aproximando quem produz soluções de quem dispõe de recursos e poder de decisão.
Transformações sistêmicas não acontecem a partir de uma única frente. Por isso, a estratégia até 2030 está organizada em cinco eixos: Finanças de Impacto; Desenvolvimento de Negócios e Mercado; Ativação de Ecossistemas Territoriais; Políticas Públicas; e Conhecimento.
Na prática, esses eixos permitem atuar simultaneamente sobre diferentes barreiras enfrentadas pela sociobioeconomia: desenvolver instrumentos financeiros adequados às realidades dos territórios, fortalecer negócios comunitários e sua relação com os mercados, construir arranjos coletivos, contribuir para políticas públicas mais favoráveis e transformar experiências e evidências em conhecimento capaz de ser replicado.
A nova Teoria da Mudança também estabelece um horizonte, até 2030, a ambição é contribuir para que a sociobioeconomia esteja operando em escala proporcional à sua contribuição para quatro grandes agendas: mitigação e adaptação climática, segurança alimentar, conservação da biodiversidade e geração de renda e bem-estar territorial.
Esse impacto é pensado a partir de três dimensões que precisam avançar de maneira integrada: a prosperidade dos negócios comunitários e das famílias, o uso sustentável da terra e o acesso a recursos financeiros.
Entre os indicadores da Ambição 2030 estão:
Produzir, gerar renda e conservar a biodiversidade podem fazer parte da mesma estratégia de desenvolvimento. É a partir dessa perspectiva que a Conexsus atua no fortalecimento de organizações comunitárias e de negócios que mantêm a sociobiodiversidade no centro de suas atividades.
Para ampliar esse impacto, é preciso fortalecer as condições que permitem que essas iniciativas avancem: acesso a financiamento, mercados, políticas públicas e conhecimento.
É essa visão que orienta a Teoria da Mudança 2030, definindo objetivos, estratégias e metas para os próximos anos.
Nas redes sociais, acompanhe as iniciativas, parcerias e soluções que ajudam a colocar essa visão em prática.